
Preocupados com a possível perda de seu espaço, na avenida Eduardo Froes da Motta, onde há anos mantém atividade comercial, várias pessoas que mantem estabelecimentos na avenida Eduardo Fróes da Mota, proximidades do Mercantil Rodrigues, estão reivindicando um diálogo com representantes do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT). O órgão é responsável pela obra de duplicação de um novo trecho da popularmente conhecido como Anel de Contorno, motivo da retirada de diversas situadas naquela área. O assunto foi apresentado hoje (28) na Câmara pelo vereador Ron do Povo (PP).
Ele explicou que o objetivo dos comerciantes é “tratar da decisão do órgão, que determinou a retirada deles do local”. Em virtude da execução da nova etapa da obra de duplicação, os comerciantes estão sendo deslocados, “sem qualquer tipo de garantia de amparo do poder público”, protesta. Segundo o vereador, “deram 30 dias para a saída”, desconsiderando a necessidade de sobrevivência das pessoas atingidas. “Nada foi discutido a respeito de questões como identificação de uma nova área para trabalharem ou repasse de alguma indenização”, reclamou o parlamentar, cobrando intermediação de alguma autoridade municipal, estadual ou federal no impasse.
A maior queixa, observa Ron, é que, após a entrega das notificações, o órgão passou a não responder as tentativas de contato do pessoal. Para evitar que fiquem sem trabalhar, uma das alternativas é dialogar em torno da possibilidade de identificar outra área. Nesse sentido, ele diz, seria importante a sensibilização de autoridades como o prefeito José Ronaldo (que já agendou reunião) e o deputado federal Zé Neto (ainda sem resposta). “Os comerciantes estão desesperados, pois precisam ter meios para trabalhar, sustentar a família e pagar suas contas”, insistiu. Só um dos comerciantes, ressaltou o vereador, conta com 14 funcionários atuando na atividade comercial.
A retirada do pessoal do local às pressas, sem um planejamento prévio, também foi criticada por Luiz da Feira (PP). Ele garantiu que tentará mobilizar uma intervenção de Zé Neto no sentido do diálogo com o DNIT. “Sei que receber em cima da hora este tipo de notificação é um baque. Mas, levarei esta questão ao deputado. Vamos tentar verificar o que pode ser feito para resolver a situação”, afirmou.
Fonte: Câmara de Feira de Santana