EUA revogam vistos de líderes palestinos antes da Assembleia da ONU

EUA revogam vistos de líderes palestinos antes da Assembleia da ONU

Foto: © REUTERS/Mohammed Torokman/Proibida reprodução

Os Estados Unidos estão negando e revogando vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina e da Autoridade Palestina antes da Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, informou o Departamento de Estado dos EUA em um comunicado na sexta-feira.

O departamento não divulgou o nome das autoridades visadas. Não ficou claro se o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que planeja viajar a Nova York para discursar no encontro do final de setembro, está incluído nas restrições.

O embaixador dos palestinos na ONU, Riyad Mansour, disse a repórteres que eles estavam verificando exatamente o significado da medida dos EUA “e como ela se aplica a qualquer membro de nossa delegação”.

O gabinete de Abbas não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A medida ocorre após a imposição de sanções dos EUA a autoridades da Autoridade Palestina e membros da Organização para a Libertação da Palestina em julho, mesmo quando outras potências ocidentais avançam para reconhecer a condição de Estado palestino.

Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que “é do nosso interesse de segurança nacional responsabilizar a OLP e a AP por não cumprirem seus compromissos e por minarem as perspectivas de paz”.

Representantes da Autoridade Palestina, que tem autonomia limitada em partes da Cisjordânia ocupada por Israel, rejeitam a alegação de que elas tenham minado as perspectivas de paz.

Sob acordo da ONU de 1947, os EUA são em geral obrigados a permitir o acesso de diplomatas estrangeiros à ONU em Nova York. Mas Washington afirmou que pode negar vistos por motivos de segurança, terrorismo e política externa.

O Departamento de Estado disse que a missão da Autoridade Palestina na ONU não estaria incluída nas restrições, sem entrar em detalhes.

*Reportagem de Ryan Patrick Jones em Toronto, Michelle Nichols nas Nações Unidas e Ali Sawafta em Ramallah

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Fonte: Agência Brasil

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