Os houthis anunciaram neste sábado (30) a morte do primeiro-ministro do governo controlado pelo grupo rebelde islâmico no Iêmen, Ahmed al-Rahawi, assim como de vários ministros do Executivo, em ataque aéreo israelense.
Segundo a Associated Press (AP), que cita comunicado dos rebeldes, al-Rahawi foi morto na quinta-feira (28), durante ataque à capital iemenita, Sanaa, que causou também a morte de vários ministros.
As Forças Armadas israelenses informaram na quinta-feira que “atingiram com precisão um alvo militar do regime terrorista houthi na área de Sanaa no Iêmen”.
Al-Rahawi, primeiro-ministro do grupo liderado pelos rebeldes desde agosto de 2024, foi visado assim como outros membros do governo durante uma reunião de rotina para avaliar o trabalho e desempenho ao longo do último ano, afirmaram os rebeldes no comunicado.
Os houthis, cujo regime conta com o apoio do Irã, têm repetidamente lançado mísseis contra Israel desde que o Estado judaico iniciou a guerra contra o grupo islâmico Hamas na Faixa de Gaza.
Os rebeldes do Iêmen dizem que os ataques são em solidariedade aos palestinos e apesar de a maioria dos mísseis lançados ser interceptada por Israel ou desintegrar-se no ar, isso não teve qualquer efeito para anular os ataques.
No início desta semana, ataques israelenses tinham atingido áreas de Sanaa, matando pelo menos dez pessoas e ferindo 102, segundo o Ministério da Saúde houthi e fontes governamentais oficiais.
Os houthis têm regularmente lançado mísseis e drones contra Israel e atacado navios no Mar Vermelho desde que começou a guerra de Israel contra o Hamas.
Em resposta aos ataques dos houthis, Israel e uma coligação liderada pelos Estados Unidos têm atingido as áreas controladas pelos rebeldes no Iêmen, incluindo a capital Sanaa e a cidade costeira estratégica de Hodeida.
Ataques israelenses suspenderam as operações no aeroporto de Sanaa em maio.
O governo norte-americano anunciou um acordo com os houthis para pôr fim aos ataques aéreos em troca do fim dos ataques aos navios no Mar Vermelho.
Os rebeldes, no entanto, disseram que o acordo não incluía o fim dos ataques a alvos que acreditassem estar alinhados com Israel.
O Iêmen está em guerra há mais de uma década entre os houthis e o governo no exílio, apoiado pela Arábia Saudita.
Os houthis fazem parte do chamado “eixo de resistência” a Israel, liderado e financiado pelo Irã, que integra grupos extremistas como os palestinos Hamas e Jihad Islâmica e o Hezbollah libanês.
Entre novembro de 2023 e janeiro de 2025, eles atacaram mais de 100 navios mercantes, afundando dois e matando quatro marinheiros.
Os ataques reduziram o fluxo de comércio pelo corredor do Mar Vermelho.
Fonte: Agência Brasil