Maduro: assédio contra Venezuela é oportunidade para reforçar defesa

Maduro: assédio contra Venezuela é oportunidade para reforçar defesa

Foto: © Reuters/Leonardo Fernandez Viloria/proibida a reprodução

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que as tensões com Washington, que propõe enviar navios para perto da costa da Venezuela para combater o tráfico de droga, representam oportunidade para fortalecer os planos de defesa.

“Temos de aproveitar todas essas circunstâncias para reforçar os nossos planos de defesa da nação, para nos fortalecermos moral, política, institucional e psicologicamente”, disse Maduro nessa quinta-feira (28), durante a cerimónia de encerramento de um curso militar, transmitido pela emissora pública Venezolana de Televisión (VTV).

Segundo o presidente, a Venezuela enfrenta “situação de assédio, cerco” e “ameaças ilegais que violam a Carta das Nações Unidas”. Ele não fez referência direta aos Estados Unidos (EUA) que, na semana passada, disseram estar preparados para “usar todo o seu poder” a fim de combater o tráfico de drogas em que acreditam que o governo de Maduro está envolvido.

“Depois de 20 dias de assédio contra a nação venezuelana, hoje somos mais fortes do que ontem, estamos mais preparados para defender a paz, a soberania e a integridade territorial do que ontem”, afirmou Maduro, assegurando que a administração venezuelana tem atualmente mais apoio internacional “do que nunca”.

No evento, o líder lembrou que, na nova jornada de alistamento de milicianos, prevista para hoje (29) e amanhã, vão ser instalados 945 pontos para que os venezuelanos se inscrevam para defender o país das ameaças norte-americanas.

A Casa Branca declarou que muitos países latino-americanos apoiam a iniciativa militar nas águas do Caribe.

“O regime de Maduro não é o governo legítimo da Venezuela. É um cartel de droga. Maduro não é um presidente legítimo. Ele é o líder fugitivo desse cartel. Ele foi acusado nos EUA de traficar drogas para o nosso país”, reiterou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista.

O governo de Maduro, por meio da missão permanente junto à ONU, acusou, na terça-feira, os EUA de terem planos para enviar “um cruzeiro de mísseis” e “um submarino nuclear de ataque rápido” para a costa venezuelana, na próxima semana, entre outros “navios de guerra” destacados no mar do Caribe, como parte das “ações hostis” da administração de Donald Trump.

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Fonte: Agência Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima