
Representantes da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) se reuniram nesta sexta-feira (1º) com integrantes do Instituto Quilombola do Território do Sudoeste Baiano para dialogar sobre demandas transversais ligadas às comunidades quilombolas do município de Vitória da Conquista. A reunião aconteceu na sede da secretaria.
Entre os pontos de pauta estavam demandas pontuais nas áreas da assistência social, saúde, educação e cultura. Os representantes do Instituto também alinharam questões relacionadas à destinação de emendas parlamentares voltadas para as áreas da saúde e cultura. Outro tema discutido foi a importância da participação ativa do poder executivo municipal nas ações organizadas pelas comunidades quilombolas, com destaque para o apoio às atividades do Novembro Negro. Como encaminhamento da reunião, os gestores da Semdes irão se mobilizar para articular com as demais secretarias do Governo Municipal, de modo a garantir que as demandas do instituto sejam atendidas.
Para o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Michael Farias, o encontro representa mais um passo no compromisso da gestão com a promoção da igualdade racial. “As comunidades quilombolas possuem uma rica contribuição histórica, cultural e social. Dialogar com o instituto é reconhecer essa força e buscar caminhos concretos para garantir direitos e fortalecer as políticas públicas nos territórios tradicionais. Nosso objetivo é ampliar esse canal de escuta e articulação para que as ações da Prefeitura cheguem de forma mais efetiva a quem mais precisa”, destacou o secretário.
Em Vitória da Conquista existem 33 comunidades quilombolas, sendo 32 rurais e uma urbana. Com isso, a cidade é o terceiro município da Bahia com o maior número de comunidades quilombolas e o quinto com maior população quilombola do estado. Já o Instituto Quilombola atua em todo o território do sudoeste baiano, não estando restrito apenas às comunidades de Vitória da Conquista. Atualmente, 67 comunidades estão no campo de atuação da instituição e cerca de 7.500 famílias estão vinculadas a ela por meio das associações comunitárias.
O diretor do instituto, Josezito Ferreira, pontuou que já tem estabelecido diálogo com outras secretarias municipais e que, com o apoio da Semdes, espera avançar ainda mais nas pautas relacionadas às comunidades tradicionais. “Esse momento com a Secretaria de Desenvolvimento Social, representando a gestão pública municipal, abre um espaço de diálogo e de construção. Discutimos aqui a destinação de emendas parlamentares, que precisam do aval da gestão para chegar aos nossos quilombos, que estão na ponta, necessitando desse apoio. Isso é parte do processo de reparação ao nosso povo negro, que enfrentou mais de 300 anos de escravidão. Dialogar com a gente é entender e reconhecer a nossa luta”, afirmou Josezito.